Dever ético
Entendeu a ASJP tentar perceber onde gastam os eleitos governativos verbas consideráveis de dinheiros públicos, em cartões de crédito, débito, telemóveis, internet.
Bateram contra uma parede de betão armado, que os obrigou a recorrer aos Tribunais Administrativos, que lhes reconheceu o direito a essa documentação. Logo se levantaram os arautos da Ética, acusando a ASJP de querer judicializar a política e sindicar atos iminentemente políticos. Fiquei pasmado. Não deveria ser normal que os eleitores fossem informados pelos que elegeram onde o dinheiro do Estado é gasto? Não é judicializar, é exercer o Direito de ser informado, é cidadania.
Se for apurado que houve má gestão de dinheiros públicos, esses factos devem ser comunicados às autoridades, investigados e punidos os responsáveis. Quando se investigam autarcas, investigam-se e punem-se este tipo de comportamentos. Quer dizer, nesses casos, está tudo correto; quando se chega ao poder central, estamos perante a judicialização da política. Registe-se o exemplo do Ministério da Justiça, que forneceu toda a documentação solicitada. Aqui, a Justiça deu o exemplo.
Por:Carlos Anjos, Presidente da Comissão de Protecção de Vítimas de Crimes
Filipa Neves Silva nº17281
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